quinta-feira, 1 de junho de 2017

Deixem as crianças serem crianças!

Deixem as crianças brincar com bonecos, saltar à corda, jogar à bola.
Ensinem-nas a jogar ao elástico, ao galo e ao pião.

Digam-lhes para convidar as amiguinhas e façam "colégios" de nenucos em casa, deixem-nas espalhar os brinquedos pela sala (ensinem a arrumar no fim da brincadeira). Saibam os nomes dos amigos dos vossos filhos.

Joguem à macaca, levem-nas ao parque infantil.
Deixem-nas trepar as árvores, esfolar os joelhos, brincar na lama.

Jantem ao mesmo tempo que eles, perguntem-lhes como foi o dia, ajudem-nos a fazer os trabalhos de casa, transformem a hora do banho numa altura de festa.

Contem histórias para dormir, dêem-lhes beijos de boa noite,  aconcheguem-lhes os lençóis, desejem sonhos cor de rosa, azuis, verdes e das cores do arco íris.

Deixem as crianças serem crianças, sem estarem horas enfiadas em frente à televisão para que os pais possam descansar, sem lhes enfiar um tablet na mão para que os pais possam responder às mensagens, sem os mandar calar porque estão ao telefone, sem os fazerem jantar sozinhos porque ainda há tantas tarefas por fazer, sem os confinarem a brincar apenas no quarto porque o resto da casa não é para desarrumar.

Elas crescem tão rápido, vão ter tanto tempo para ser adultos e terem "problemas de crescidos", esta é suposto ser a altura mais feliz da vida deles, onde podem ser despreocupados, sem pensarem nos dramas do mundo.
Então deixem os vossos filhos serem crianças, sejam crianças com os vossos filhos!


1 comentário:

  1. Cara, Armanda!

    Por motivos semiobjectivos e subjectivos, que em qualquer dos casos não vêm aqui à coacção, acaba de me tocar emocionalmente com este texto, desde logo porque as crianças são o futuro da humanidade e a Armanda descreve duma forma muito simples e objectiva o que na essência é ou deve ser criança e adulto, especialmente se progenitor face aos filhos crianças; mas que em muitos, de todo demasiados casos e das mais variadas formas está longe de ser a realidade _ tristes crianças e respectiva triste humanidade, presente e futura. Do mal, o menos, que também (ainda) há os casos que correspondem globalmente ao devido!

    Excelente fim-de-semana e perdoe se sou um chato :)

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