domingo, 10 de maio de 2015

Mais uma vez...

E mais uma vez voltas como se nunca tivesses ido embora, como se o teu lugar na minha vida fosse um direito adquirido, como se a distância nunca tivesse existido.
E mais uma vez eu deixo porque as saudades são mais fortes do que a lucidez, porque o sorriso que a tua voz causa em mim apaga sempre todas as desilusões que já tive e que sei que voltarão a surgir.
E mais uma vez a conversa flui como se nunca tivéssemos deixado de falar, o sorriso rasgado, os olhos brilhantes e a certeza de que apesar de tudo, sou sempre mais feliz quando tu estás.
E mais uma vez fico horas perdidas na tua voz, com as lembranças a percorrer-me a mente e as borboletas a invadirem-me o estômago.
E minto-te vezes e vezes seguidas tentando convencer-te que és um caso encerrado, que somos apenas amigos e que nada do que dizes mexe comigo...
Minto-te porque na verdade nem eu sei o que sinto, se és um caso perdido, uma lembrança feliz ou uma esperança que quero esconder, minto-te porque é mais fácil dizer a mim mesma que é tudo uma questão de hábito e que os sorrisos que me arrancas, o brilho que me trazes e as borboletas que me invadem quando oiço a tua voz, são apenas reflexos de memórias de tempos felizes, onde eu acreditava em príncipes e princesas e onde achava que o amor no fim vencia sempre.
Não faço ideia do dia de amanhã, sei que o mais provável é voltar a chatear-me com alguma mentira, voltar a afastar-me jurando ser a última vez, zangar-me comigo mesma por te dar sempre novas oportunidades - nem eu sei bem para quê ou porquê.
Não sei nada sobre o dia de amanhã mas sei que hoje sou mais feliz porque te tenho de novo na minha vida...
E fazes-me sempre bem ... (até me voltares a fazer mal).


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