quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O amor...

Assim que cheguei à tua cidade senti uma sensação de “estou no Japão”, sinto sempre isto quando chego ao Porto, é como se toda a gente conseguisse olhar para mim e perceber que eu sou lisboeta e não pertenço ali.
Tu ainda não tinhas chegado e eu estava ali, nervosa sem saber muito bem porquê e eis que olho e te vejo, ou melhor te sinto (porque eu ao longe não vejo nada), mas eu soube como sempre sei que eras tu, mesmo sem ver, mesmo sem ouvir, como se o meu coração adivinhasse sempre a tua chegada.
E quando chegaste ao pé de mim e sorriste o meu mundo “ruiu” porque naquele momento eu soube que ainda te amava com cada pedacinho do meu ser, as borboletas voltaram a invadir a minha barriga, o mundo voltou a desaparecer, o meu sorriso voltou a ser maior que o universo e o Porto voltou a ser a minha cidade, de repente já não estava no Japão, estava em casa, porque e mais uma vez pode parecer um cliché, mas contigo sempre me senti em casa.

Algures em 2008/2009


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