quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Despedida...

Os teus braços rodearam-me e eu escondi a cabeça no teu peito, senti-te apertar-me e queria pedir-te que me deixasses ficar assim para sempre, não queria vir embora, queria olhar-te nos olhos e dizer-te que ia ficar ai, para sempre... no entanto limitei-me a abraçar-te, a engolir as lágrimas, a despedir-me de ti e a entrar no comboio... e depois chorei, chorei como se tivesse 5 anos, chorei enquanto tremia e soluçava, chorei pelo vazio que sinto sempre que tenho que vir embora, queria sair daquele comboio, agarrar-te na mão e dizer-te "leva-me para casa", queria estar aninhada no teu peito em vez de estar aqui na minha cama, queria estar a ver o teu sorriso em vez de estar a chorar pela distância…
Estar contigo é estar tão perto da perfeição, adormecer e acordar nos teus braços, ver os teus olhos olharem para mim enquanto me das um sorriso, ver a tua cara de menino traquino sempre que fazes asneiras, sentir-me completa porque a tua mão agarra a minha…
Mas a perfeição ficou ai e agora só resta o vazio da tua ausência, quando aquele comboio começou a andar juro que o meu coração parou de bater, juro que por momentos deixei de existir, como se eu não fosse eu, como se aquela cena estivesse a ser vista de fora, não era eu ali a chorar, eu estava protegida no teu abraço mas tive de voltar à realidade, tive de engolir as lágrimas e mentalizar-me que voltava para "casa", mas não voltei porque a minha casa és tu, é o teu abraço...
E agora sinto-me vazia... tão vazia sem ti... Se sonhasses como te amo… És-me tudo, mesmo quando não queres ser nada…

Algures em 2008/2009


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